Erros e acertos na nossa primeira viagem com o pacotinho

“Viaja bastante por que depois que os filhos vierem essa vida boa vai acabar!”.

Você já escutou essa frase?

Pois é, ela me foi dita inúmeras vezes nesses meus anos de viajante pré-Sofia.

E escutar “receitinhas” sobre ter filhos sempre me deu preguiça, sério! Não que eu imaginasse que fosse ser fácil, longe disso.

Eu sempre tive certeza que cuidar de outro ser humano seria a tarefa mais desafiadora da minha vida. Sem sombra a dúvidas, teríamos que realizar adaptações na nossa forma de viajar para acomodar as necessidades da nossa grande guerreira.

Por isso, tão logo descobrimos que o nosso pacotinho estava a caminho, já comecei a “tramar” as nossas próximas e mais emocionantes aventuras. Parar de viajar, definitivamente, nunca me passou pela cabeça.

Nos meses que antecederam a nossa primeira viagem com bebê, em família, investi “pesado” em planejamento.  O que resultou ser um super acerto!

Planejar, entretanto, não quer dizer que várias coisas não deram, digamos, tão certo assim, rsrsrs.

Para que você possa ter uma visão geral da nossa viagem e ainda rir um pouquinho com algumas situações, rsrsrs, decidi que esse seria o nosso primeiro assunto pós viagem.

Aviso, de antemão, que o resultado da viagem foi ultra positivo. Feliz, emocionante, lindo!

Primeira viagem com bebê
[Primeira viagem com o nosso pacotinho]
Lembrando que não tenho a intenção de ditar regras sobre o que é certo ou errado. Afinal, cada bebê é um ser único. O que deu certo para um, pode não dar tão certo para outro.

Bora dar um pouco de risada?!

Primeira viagem com bebê: o que deu certo

#1. Planejar

Planejar a primeira viagem com bebê foi um super acerto! Principalmente, por que nos deixou menos inseguros quando algumas situações inesperadas aconteceram.

#2. Ficar no mínimo duas diárias em cada lugar

Tornou a montagem e desmontagem das nossas tralhas bem menos cansativos.

#3. Escolher um destino relativamente próximo

Aliviou o cansaço do nosso pacotinho e a nossa tensão durante o voo. Ela ficou super atenta à agitação e demorou um pouco a dormir.

Bebê no avião
[Pacotinho no avião]
#4. viajar no tempo dela

Nós tentamos, ao máximo, entender o tempo da nossa princesa para ajustarmos o nosso dia a dia na viagem.

Os jantares, por exemplo, passaram a ser mais cedo e mais curtos. O café da manhã, só depois das 9 horas. Os deslocamentos de carro, nas horas das sonecas.

#5. Viajar durante um salto de desenvolvimento

Uma das poucas coisas que me deixaram de cabelo em pé desde que a princesa nasceu foram os saltos de desenvolvimento.

Tenho que confessar que, como íamos viajar durante o salto de 4 meses e meio, considerado um dos piores, eu estava um pouco aflita.

Mas, talvez pela própria mudança de rotina da viagem, ou pelo relaxamento das férias, não sentimos tanto o salto como de costume. Foi um alívio!

#6. Viajar com a carteira de identidade

Fiquei um pouco apreensiva por ter decidido não fazer o passaporte da princesa.

Mas a identidade dela foi bem aceita por onde passamos, sem transtornos.

#7. Viajar com fraldas contadas para o percurso

Foi super tranquilo encontrar, por lá, as mesmas fraldas que usamos aqui. E pelo mesmo preço ou um pouco mais barato!

Compramos um pacotão, suficiente para todos os dias da viagem.

#8. viajar com o canguru

Ele serviu tanto para o percurso, dentro do avião e aeroportos, quanto para levá-la grudadinha e com mais facilidade e segurança em alguns trajetos que fizemos.

Lembrando que ela dorme super bem no canguru, o que facilitou algumas situações de estresse por sono.

Bebê trilhando no ergobaby
[Pacotinho trilhando em segurança no canguru]
#9. Levar o nosso carrinho

Mesmo considerado um trambolho, deixou a princesa aconchegada e quentinha. Para alivio do papai e da mamãe!

Além disso, foi uma ótima “caminha” durante os nossos passeios, dia e noite.

#10. levar o bebê conforto

No nosso caso, ele não foi um trambolho a mais por que o acoplamos ao carrinho.

Em todos os deslocamentos, de táxi, carro alugado e ônibus, ele estava sempre junto.

E não precisamos pagar para alugá-lo.

Bebê no bebê conforto
[Nosso pacotinho no bebê conforto no ônibus urbano]
#11. ser sempre Prioridade

Quer melhor do que ter prioridade para tudo? Até naquilo que não é necessariamente lei?

Pois é, as pessoas ficam muito mais receptivas quando veem a carinha de um bebê por perto.

Nós tivemos prioridade em embarque, claro, mas também em hotéis, em supermercados, em restaurantes.

#12. receber Ajudas gratuitas

Recebemos ajudas gratuitas de todos os tipos por estarmos com um bebê. As pessoas amam criança e ficam super emotivas quando as veem.

Conseguimos, inclusive, uma mesa em um restaurante super concorrido sem reserva.

Comento bem
[Sentada e feliz dentro do restaurante]
Imagina a nossa cara de felicidade toda vez que alguém nos olhava com aquela carinha de dó e nos dava aquela ajudinha marota?!

#13. Upgrade em hotéis

Por viajarmos em baixa temporada, muitos hotéis nos colocaram em quartos maiores do que havíamos contratado, sempre com cama extra gratuita.

Além disso, descobri que alguns hotéis realizam promoções de última hora. Conseguimos hotéis melhores, encima da hora, por uma pechincha!

#14. Viajar no OUTONO (FRIO)

“Vocês estão loucos de viajar com um bebê para o frio!”.

Essa foi uma das frases que mais ouvimos nos últimos tempos. Eu cheguei a pensar que realmente seria loucura levar uma criança pro frio.

Mas, peralá, não existem muitas crianças que nascem em lugares frios?

Pois então, acabou que viajar com Sofia durante o outono foi a melhor escolha que fizemos.

Primeiro, pela beleza da temporada. Segundo, por que não passamos calor com o canguru, pelo contrário. Ele deu aquela aquecidinha gostosa. Terceiro, por que ela ficou quentinha o tempo todo.

Bebê no carrinho Chicco Urban
[Aconchegada e quentinha no carrinho]
Por aqui, por entrarmos e saírmos do ar-condicionado sem nos abrigarmos, ela acabou ficando resfriada. Por lá, ela esteve o tempo todo bem abrigada e sem resfriados!

#15. alugar um carro

À excessão de Santiago, os demais destinos exigiam grandes deslocamentos em carro para visitar parques, vulcões e vinícolas, dentre outros.

Depois de aprendermos os melhores horários para viajar com a pequena, o carro foi uma mão na roda!

Tanto para amamentar a pequena com mais tranquilidade, mais reservado e no quentinho.

Quanto para trocar a pequena quando ela aprontava alguma no caminho, rsrsrs.

Valeu a pena!

#16. Viajar de ônibus

Imagina uma criança feliz agarradinha com a mamãe?

As poltronas que compramos deitavam quase 100% e tinham espaço suficiente para que a pequena ficasse do meu lado confortavelmente.

Primeira viagem com bebê: o que não deu muito certo

#1. A família inteira ficou doente uma semana antes

Pensamos até na possibilidade de cancelar a viagem. Como quase todas as nossas reservas possibilitavam cancelamento gratuito, não perderíamos tanto dinheiro.

Felizmente, todos nos recuperamos a tempo, mas tivemos que levar alguns itens extras para não correr risco.

Tralha adicional: remédios e nebulizador.

#2. Os dentinhos resolveram dar sinal antecipado

Aos 3 meses! Vê se pode um negócio desses?!

Tivemos que fazer um estoque de Camomilina C, indicado pela pediatra, para aliviar o sofrimento da pequena.

Pra piorar, ela ainda não conseguia levar o mordedor à boca.

No final, tudo deu certo e a Camomilina deu até uma forcinha no sono do pacotinho.

#3. Data da pediatra e das vacinas

Mãe de primeira viagem, literalmente, tem dessas coisas né. Esquece até do mais óbvio, affff.

No meu caso, não me atentei, ao comprar as passagens, às datas de visita ao pediatra e de vacinação.

A pediatra conseguimos adiantar, felizmente. Mas resolveram decretar greve geral no único dia útil que tínhamos para dar as vacinas de 4 meses antes da viagem. Lei de Murphy!

#4. despachar o carrinho na porta

No nosso caso, viajando com um carrinho meio grande, o despacho na porta do avião não foi muito cômodo.

Primeiro, por que tivemos que abri-lo e fechá-lo diversas vezes para a conexão.

Segundo, por que, como aqui em Vitória não tem ponte de embarque, receber o carrinho no meio do pátio foi meio desagradável.

#5. Levar mala de mão

Na ida, fizemos como de costume e levamos as malas na mão. Só não nos demos conta que a nossa principal “bagagem” de mão é ligada no 220, rsrsrs.

Imagina ter que tirar a pequena do canguru para passar pelo raio x?

Bagagem de mão
[Bagagem de mão, rsrsrs]
Joga Sofia prum lado, pega a mala de outro, joga Sofia nas mãos das atendentes, pega Sofia de volta. Péssima idéia, kkkkk.

#6. Sofia decidiu soltar o intestino durante a viagem

Pensa numa pessoinha que relaxou durante a viagem, literalmente.

Haja fralda, haja roupa suja!

Trocando o bebê
[Trocando nosso pacotinho delícia cagão]
O filho da passageira do meu lado perguntou pra ela, de mansinho, o por que do mal cheiro no voo. Ainda bem que essa mãe aqui nem fica envergonhada, rsrsrs

#7. Dirigir com Sofia muito cansada

Dirigir 2 horas, a noite, depois do voo, foi bem estressante.

Pegar o carro foi um processo muuuuuito lento, o que atrasou a nossa saída do aeroporto. Sofia acabou ficando com muito sono. E, nesse caso, muito sono é sinônimo de muito choro.

#8. Amamentar no frio

Levantar a blusa para amamentar. Leite vazando. Pensa num frio!

Menos mal que o corpo a corpo é uma delícia, né?

#9. Sujar muita roupa de leite

Quando a gente tá em casa, joga tudo na máquina de lavar e pronto. Logo logo aquele cheirinho de azedo delícia (#sqn) vai embora.

Levar na mala a quantidade de trocas diárias pra fugir do azedo seria impossível, não é verdade?!

Por isso, nada melhor do que assumir o cheirinho de azedo como um perfuminho gostoso (#sqn) de mãe, rsrsrs.

#10. Reservar hotel pela localização e não pelos serviços

Não deu errado, mas poderíamos ter aproveitado melhor se houvéssemos optado por hotéis com melhores serviços.

A noite que passamos em um hotel com restaurante tornou o nosso jantar mais agradável, principalmente pela chuvinha que caía no dia.

#11. amamentar na decolagem e na aterrissagem

Como ela mama muito rápido e o processo de decolagem e aterrissagem é meio demorado, não soube exatamente em que momento dar o peito para evitar o problema de ouvido.

Felizmente, nosso pacotinho não deu sinais de sentir dor.

(Atualização) #12. Pegar um voo com uma conexão bem curta

Na verdade, não deu errado. Mas poderia ser melhor.

Explico…

Eu sempre tentei comprar voos com a menor conexão possível. Com Sofia, não foi diferente. Afinal, acreditava que quanto antes chegássemos ao nosso destino, melhor.

Entretanto, com uma pequena nos braços, imprevistos podem acontecer. E são bem mais previsíveis do que imprevisíveis, rsrsrs.

Com uma conexão de menos de 2 horas, entre sair do avião, trocar e pequena e se encaminhar para o próximo embarque, não nos sobrou tempo para almoçar.

Só que viajamos justamente na hora do almoço. E o voo nos deu somente um sanduíche para o lanche. Haja fome!

No final das contas, viajar com pouco tempo de conexão ficou um pouco apertado. Acredito que uma conexão de umas 3 horas seria a ideal.

 

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Mariana Menezes

Arquiteta por vocação, escritora por diversão, viajante apaixonada. Realiza viagens memoráveis com o melhor custo benefício há 11 anos. Quer te ajudar a fazer as viagens dos seus sonhos caberem no seu bolso, sem perrengue. Agora, com um ingrediente especial: nossa bebê!