Chile com bebê: quatro dias por Pucon

A configuração geográfica do Chile é um prato cheio para as mais diversas e, por que não dizer, lindas paisagens.

De norte a sul, deserto, vinhedos, lagos e vulcões, dentre outros, nos convidam a trilhar, a contemplar e a curtir.

Na nossa primeira viagem com o pacotinho, decidimos lhe apresentar as delícias que a natureza chilena pode nos proporcionar.

Roteiro por Pucon com bebê
[Roteiro por Pucon com bebê]
Como falamos no post anterior, nossa primeira parada foram as vinícolas chilenas.

Agora, te conto a nossa segunda parada em detalhes: Pucon.

Com vocês, a primeiro parte do nosso roteiro com bebê pelos lagos andinos: em Pucon, entre termas, vulcões, parques e cachoeiras.

Vem com a gente!

Roteiro por Pucon com bebê

Após os nossos dois deliciosos dias por vinícolas chilenas com bebê, deixamos o carro no aeroporto de Santiago e nos dirigimos à Estação Alameda, onde nos esperava o ônibus da TurBus para Temuco.

Turbus Terminal Alameda
[Turbus no Terminal Alameda]
Ainda estava escuro quando chegamos à cidade, às 7 da manhã, após uma viagem tranquila com o pacotinho agarradinha na mamãe.

No aeroporto de Temuco, onde alugamos o carro, fazia um frio de trincar os dentes. Por lá, retiramos o veículo com tranquilidade e rumamos para Pucon.

Nosso passeio, de quatro dias, incluiu vulcões, lagos, cachoeiras, parques e termas.

Espia só!

Dia #1. Dia de sol

A cidade de Pucon, conhecida por sua riqueza natural e esportes de aventura, nos recebeu com um lindo dia ensolarado. Por isso, ainda na estrada, conseguimos visualizar o Vulcão Villarica em toda sua plenitude.

Chegamos ao nosso hostal, o Donde German,  perto das 11 horas da manhã.

Após deixarmos as malas, em um quarto cuja janela emoldurava lindamente o vulcão, saímos em direção ao centro da cidade.

O nosso passeio pela cidade incluiu:

  • Uma visita ao centro de informações turísticas;
  • Umas comprinhas de macacões quentinhos para a pequena; e
  • Um delicioso almoço no Club 77, restaurante indicado por muitos como o melhor custo benefício do lugar. Um grande acerto!

Além, claro, de um passeio de “reconhecimento” pela rua principal. O qual nos levou ao Mirador La Poza, ao final, com uma das vistas mais incríveis para o vulcão Villarica.

Mirador La Poza
[Mirador La Poza]
De lá, seguimos de carro para os Ojos del Caburgua

Após percorrer um pequeno tramo de trilha muito bem sinalizado, chegamos ao lago de águas azuis cristalinas que dá nome ao lugar. Não conseguimos ver o reflexo do sol, que estava escondido atrás das árvores. Vale uma visita próxima ao meio dia!

Seguindo pela estrada que dá acesso aos Ojos, chegamos às praias preta e branca, no Lago Caburgua. O acesso à praia preta é fácil, com estacionamento público em frente. Para chegar à praia branca, por outro lado, o estacionamento é privado.

Praia Preta do Lago Caburgua
[Praia Preta do Lago Caburgua]
Por estarmos no outono, com temperatura bastante baixa, ambas praias estavam vazias. Não haviam restaurantes abertos na ocasião. A vista, entretanto, vale a visita!

Voltando para Pucon, aproveitamos para tomar um delicioso chocolate quente no Café de La P, acompanhado de uma cheesecake impressionante! O preço é um pouquinho salgado mas o sabor, hum, compensa o sacrifício, rsrsrs.

Café de la P
[Café de la P]
Não dá vontade de comer a foto?!

Aproveitamos o final da tarde para caminharmos sem rumo pela cidadezinha. No caminho, nos deparamos com a simpática Plaza 12 de Octubre cheia de crianças e jovens.

À noite, para a alegria do Junior, comemos uma parrilla uruguaia no restaurante La Maga. O acompanhamento de batatas ao forno estava de lamber os beiços!

A parrilla do La Maga, infelizmente, não foi suficiente para aquecer a nossa noite. Que terminou um tanto quanto gelada. Literalmente!

Dados:

  • Acesso aos Ojos del Caburgua: 1.500 pesos;
  • Acesso gratuito aos demais pontos turísticos.
Dia #2. dia de termas

A calefação do nosso hostal não era nada legal. A noite foi um pouco complicada. O frio estava de enlouquecer!

Por isso, amanhecemos cedo em busca de outro hotel. E, para a nossa felicidade (e um viva à baixa temporada) encontramos um hotel incrível por uma pechincha: o Cumbres del Sur.

Hotel Cumbres del Sur
[Hotel Cumbres del Sur]
Pensa num hotel gostoso. Pensa num atendimento super atencioso. E o café da manhã. Huuummm, só de pensar me dá água na boca.

Saímos de lá direto para o almoço, no restaurante Trawen. Tenho que confessar que não foi um acerto, a comida não estava das melhores…

Para compensar, seguimos para o conjunto de termas mais próximo à Pucon. Visitamos três termas antes de chegarmos ao nosso destino final, incluindo a Peumayen, Huife e a Quimey-co. 

Termas Huife
[Termas Huife]
Todas elas, diferente do que buscávamos, dispõem de uma ampla infraestrutura de piscinas. Nada naturais…

Ao final, encontramos o que queríamos: as termas Los Pozones, um conjunto de piscinas termais, rodeadas de pedras, com pouquíssima intervenção humana. E as mais baratas!

Termas Los Pozones
[Termas Los Pozones]
O percurso do estacionamento às piscinas é um pouco complicado (uma infinidade de degraus de pedra). Mas vale a pena!

Eu, infelizmente, não consegui curtir as águas termais nesse dia. A natureza e o aprendizado do que levar para as termas, por outro lado, foi suficiente.

À noite, fomos à pizzaria Cala. A “mais cara do mundo”, na minha opinião, rsrsrs. Na opinião dos puconinos, a mais gostosa. Não vale o que custa…

Dados:

  • Acesso às termas Los Pozones: 8.000 pesos por pessoa;
  • Acesso às demais termas: entre 14.000 e 16.000 pesos por pessoas (entramos somente para conhecer e por isso não pagamos).
Dia #3. ENTRE PONTES E VULCÕes

O terceiro dia, que anunciava um céu menos nebuloso, dedicamos a subir o Vulcão Villarica.

Vulcão Villarica
[Vulcão Villarica]
Primeiro, pelo acesso da direita, que leva à estação de esqui (fechada nessa época do ano). De onde se pode apreciar o vulcão por completo, sem muita vida (diga-se vegetação, consumida pelo vulcão ao longo dos anos).

Segundo, pelo acesso da direita, com umas trilhas bem legais em meio à natureza criada e reinventada pela passagem das lavas do vulcão.

Vulcão Villarica
[Base do Vulcão Villarica]
De lá, seguimos para a ponte de acesso a Quelhue, de onde avistamos lindamente os vulcões Villarica e Quetrupillan.

Voltamos para o centro de Pucon com um gostinho de quero mais, já com o céu completamente limpo de nuvens.

Para aproveitar, fomos caminhando até a Playa Grande Pucon. E voltamos, com os olhos hacia arriba, de olho no vulcão, pelas ruas perpendiculares.

Playa Grande em Pucon
[Playa Grande em Pucon]
Escolhemos jantar em um restaurante mais local, de carnes, em busca de um preço mais camarada, o La Revancha Del Chino Lee Chong.

Apesar das boas referências no Trip Advisor, não achamos o restaurante nem bom, nem barato. Engraçadinho, para dizer o melhor.

Dados:

  • Acesso gratuito a todos os pontos.
Dia #4. DIA DE CHUVA

Os dias seguintes prometiam chuva. Por isso, decidimos deixar o hotel um dia antes do planejado, no que seria o nosso dia #5 por lá.

Não sem antes curtir um pouquinho dos parques naturais da região.

Para tanto, o escolhido foi o Parque Nacional Huerquehue, que fica a poucos quilômetros do centro da cidade.

Para chegar, percorremos uma estrada agradável, de ripio (cascalho) em sua maior parte, o que aumenta bastante o tempo de percurso.

Apesar de bordear o Lago Caburgua, não há mirantes pelo caminho.

A chuvinha que caía quando chegamos não nos animou a percorrer as muitas trilhas que o parque disponibiliza.

A visita ao Lago Tinquilca, de fácil e acessível acesso a partir do estacionamento, foi o suficiente para nos alegrar.

Parque Nacional Huerquehue
[Parque Nacional Huerquehue]
De lá, pegamos uma estrada alternativa direto para outro ponto turístico da região: Los tres saltos, um conjunto de três lindas cachoeiras.

Los tres saltos
[Los tres saltos]
Ahhh, foi lá que eu e nosso pacotinho percorremos a nossa primeira trilha juntas. Não foi fácil, mas valeu a pena, rsrsrs.

Los tres saltos
[Trilha pelos Los tres saltos]
Após um saboroso menu de “almojanta” no El Fogón, fomos direto para o hotel. Descansar e curtir a chuva, que a essa hora já estava forte.

Dados:

  • Acesso aos Los tres saltos 1.500 pesos por pessoa;
  • Demais pontos gratuitos. Lembrando que, caso queira percorrer trilhas pelo Parque Nacional Huerquehue será necessário pagar a taxa de entrada vigente.

 

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Termas geométricas

Havíamos planejado conhecer as famosas termas geométricas no nosso quinto dia em Pucon.

A previsão de chuvas, entretanto, nos desanimou. E decidimos adiantar a nossa chegada a Puerto Varas.

Mas a vontade de conhecê-las não foi embora. Mesmo depois de uma piscininha aquecida (sobre isso contamos no nosso próximo post).

Por isso, decidimos inclui-las em um desvio nada básico no nosso caminho de volta à Temuco. Que valeu cada minuto!

Ficamos embasbacados com a beleza do lugar. As piscinas de águas termais estão cuidadosamente inseridas em meio a uma “fenda” natural, rodeadas por vegetação.

Para completar, uma cachoeira derrama suas águas geladas ao final da característica passarela vermelha. Lindo de viver!

Termas Geométricas
[Termas Geométricas]
Como chovia fraco no dia, fiquei com o pacotinho na lanchonete até que dormisse. Quando ela finalmente caiu no sono, coloquei sobre o carrinho, pela primeira vez, a capa de chuva que havíamos comprado a meses para uma emergência.

Termas Geométricas
[Termas Geométricas]
Santa capa! Ela foi providencial e certeira! A princesa dormiu como um anjinho por horas, no quentinho, escutando o barulhinho gostoso das águas que escorriam sob a passarela.

E nós pudemos curtir com tranquilidade algumas horas de descanso nas águas termais. Por que ninguém é de ferro!

[Termas Geométricas]
(Atualização) Fiquei aguando para conhecer as Termas El Rincón, que parecem tão lindas quanto as Geométricas mas muito mais baratas. Entretanto, elas estavam fechadas para manutenção. Uma pena…

Dados:

  • As termas não ficam exatamente em Pucon. Na verdade, são duas horas de viagem. Que valem SUPER pena. Com letras garrafais mesmo;
  • O acesso é bastante caro: 22.000 pesos para entrada antes do meio dia. Se entrar depois paga mais caro. Na nossa opinião, vale cada peso gasto;
  • Eles disponibilizam toalha e cadeado para o locker;
  • Tem uma lanchonete na entrada que é razoavelmente quentinha quando faz frio fora. Foi onde fiquei com a princesa até que dormisse.

Destaques

Santiago a Pucon: ônibus, táxi e carro alugado

Para baratear a nossa chegada a Pucon, o percurso foi um pouco mais cansativo do que gostaríamos. Dá uma olhada:

  • Aeroporto de Santiago ao Terminal Alameda (Santiago) em ônibus urbano (se fosse hoje, iríamos de táxi. O cansaço não vale a economia);
  • Santiago à Rodoviária deTemuco em ônibus interurbano (eu repetiria, mas iria direto à Pucon);
  • Rodoviária de Temuco ao Aeroporto de Temuco em táxi (não havíamos planejado o táxi, o que encareceu bastante o trajeto. Ao final, perdemos a economia por retirar o carro no aeroporto. E ainda foi muito mais cansativo. Valeria a pena pagar mais caro e retirar o carro diretamente em Pucon).

Além disso, ainda tivemos que esperar no aeroporto de Temuco até que a locadora abrisse. Um baita trampo que realmente não vale a economia!

O percurso total desde a chegada à rodoviária de Temuco até Pucon durou em torno de três horas e meia.

De qualquer forma, valeu pelos testes que fizemos com o pacotinho pelos mais diversos meios de transporte.

Clique aqui para acessar o mapa completo do nosso roteiro por Pucon com bebê.

câmbio (atualização)

O câmbio em Pucon estava bastante mais baixo do que em Santiago. Tanto que valia mais a pena cambiar no aeroporto de Santiago do que em Pucon.

Caso seja necessário (no último dia acabamos precisando trocar dinheiro novamente), prefira uma casa de câmbio que está numa rua paralela à principal, em direção à praça.

Mesmo na avenida principal, a variação entre as casas de câmbio é bastante significativa.

Ojos del caburgua: duas entradas

Os Ojos del Caburgua possui duas entradas. E só as percebe quem percorre um pouquinho mais a estrada de acesso.

Vale a pena perguntar na cidade de onde se tem as melhores vistas. Ou simplesmente visitar as duas, se for possível.

Como se equipar para as termas

Se tem uma coisa que demos sorte foi em deixar as termas Geométricas por último, após visitar a Los Pozones. Simplesmente por que aprendemos a nos equipar para não desanimar com o frio.

Se você vai visitar uma termas no frio, vá com o biquini no corpo e deixe o chinelo na mão. Ah, e não esqueça de levar uma toalha por se acaso.

O que deu certo

Alugar o carro foi um super acerto. Primeiro, por que barateou muito o nosso acesso aos pontos turísticos. Afinal, o nosso carro era a diesel e o consumo girava em torno de 20 k/l. Uma pechincha!!!!! E o custo de acesso pelas agências de turismo é bastante salgado.

Segundo, por que tivemos total mobilidade para curtir os lugares com a princesa. Fugindo do frio e da chuva quando necessário. E tendo sempre um lugar quentinho para as trocas e amamentação.

Além disso, o carro nos permitiu deixar Pucon antes do planejado sem transtornos.

O que faríamos diferente

Com certeza, viajando em baixa temporada, reservaríamos um hotel com cancelamento gratuito e ficaríamos de olho em promoções de última hora.

E nos atentaríamos ao tipo de calefação disponível no hotel. Imprescindível para vencer o frio!

Ah, e com certeza iríamos de ônibus de Santiago a Pucon, mesmo pagando a mais pela diária do carro. A economia, nesse caso, não vale a pena.

 

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Mariana Menezes

Arquiteta por vocação, escritora por diversão, viajante apaixonada. Realiza viagens memoráveis com o melhor custo benefício há 11 anos. Quer te ajudar a fazer as viagens dos seus sonhos caberem no seu bolso, sem perrengue. Agora, com um ingrediente especial: nossa bebê!