Chile com bebê: dois dias por vinícolas chilenas

Nosso roteiro por vinícolas chilenas com bebê

Se você é amante de vinhos e vai ao Chile, com certeza visitar uma vinícola estaria entre suas atividades preferidas, não é verdade?

Afinal, o Chile consagrou-se, nas últimas décadas, como um dos melhores produtores de vinhos do mundo.

Mas, amamentando, o que raios vou fazer em uma vinícola, você pode estar se perguntando. Ainda mais com um bebê…

Eu, que já não bebia antes da gravidez, optei por realizar um pequeno roteiro por vinícolas chilenas com bebê. Amei o passeio. E super recomendo!

roteiro por vinícolas chilenas com bebê
[Eu e o pacotinho na Lapostolle]
Primeiro, por que visitamos uma região de uma beleza paisagística muito singular. Linda demais da conta!

Segundo, por que tive a oportunidade de conhecer um pouco sobre a cultura vinícola. E novos aprendizados e conhecimentos são alguns dos maiores “presentes” de uma viagem.

Terceiro, por que fomos muito bem recebidos com a nossa pequena por onde passamos.

Te convenci? Sim?

Então bora “vivenciar” um pouco do nosso roteiro por vinícolas chilenas com bebê. O Valle del Colchágua te espera!

Ao final do artigo você poderá conferir nossos destaques, como o que deu certo e o que faríamos diferente.

Antes, entretanto, eu vou te contar um pouquinho do por que escolhemos ir para essa região…

O Valle del Colchágua

A produção vinícola no Chile se divide, basicamente, em vales. Cada vale possui uma identidade geográfica única, que influencia diretamente as características das uvas produzidas na região.

Localizado a aproximadamente 170 km ao sul de Santiago, encravado no coração da zona central, o Valle del Colchágua é um dos mais reconhecidos vales do país.

O clima quente e seco da região, aliado ao uso da tecnologia, permitiram um desenvolvimento incrível da indústria vinícola local. Com uma produção de vinhos brancos e tintos internacionalmente premiada e reconhecida por prestigiosas revistas e publicações especializadas (fonte: Colchagua Valley).

Tal tradição levou a região a criar a mais organizada rota de vinhos do país. Cuja visita pode, inclusive, incluir uma excursão com o Tren del Vino.

A beleza paisagística da região, com videiras centenárias e fazendas encantadoras, aliada às inúmeras premiações que os vinhos locais receberam, nos animaram a visitá-la.

Roteiro por vinícolas chilenas com bebê

Saímos de Vitória num domingo pela manhã e chegamos à Santiago poucas horas depois, no final da tarde, após dois voos super tranquilos.

Retiramos o carro alugado no próprio aeroporto e rumamos em direção à Santa Cruz.

A cidade, central para o acesso às vinícolas do Valle del Colchágua, abriga vinícolas famosas como Clos Apalta, Viu Manent e Montes. Muitas delas realizam passeios guiados, os quais podem incluir degustação, cavalgadas, pique-nique e até hospedagem.

Cavalgada na Viu Manent
[Cavalgada na Viu Manent]
A nossa escolha para passar a noite foi mais barata, o Hostal Cruz del Valle, uma pousada simples e simpática que nos acolheu super bem.

Nossos passeios, no primeiro dia, incluiram um tour guiado pela Lapostolle, um almoço na Montes e um café na Viu Manent.

Desfrutamos, assim, das comodidades das vinícolas sem elevar muito o custo médio da nossa viagem.

O segundo dia dedicamos a voltar para Santiago, com uma parada estratégica na Concha y Toro.

Dia #1. Vinícola Lapostolle: tour de vinhos

Barris de carvalho francês Lapostolle
[Lapostolle]
Nos encontramos no edifício central da vinícola, uma construção de mais de cinco pavimentos encravada em uma rocha. Exatamente onde é produzido o vinho Clos Apaltao mais importante da marca Lapostolle e um dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul.

O tour, que pode ser reservado em português ou espanhol, se inicia pelo mirante, onde contemplamos a linda paisagem marcada pelos vinhedos. De lá, descemos para a sala onde as uvas são manualmente selecionadas.

Mirante da Lapostolle
[Mirante da Lapostolle]
Descendo um pouco mais, visitamos a sala onde as uvas são “pisadas”.

Abaixo, conhecemos a sala onde os vinhos de cada tipo de uva (Carmenére, Merlot e Cabernet Sauvignon) descansam separadamente por até dois anos em barris de carvalho importados da França.

Sala de descanso dos vinhos na Lapostolle
[Sala de descanso dos vinhos na Lapostolle]
No pavimento inferior, na sala onde os vinhos são mesclados para compor o Clos Apalta, degustamos três tipos de vinhos: um Sauvignon blanc, um Merlot e o famosinho da marca.

Um brinde à vida
[Um brinde à vida]
Gostamos muito do passeio e acreditamos que vale o investimento. Além de podermos visitar todas as instalações da vinícola, conhecemos o processo de produção do vinho em detalhes.

O ponto alto da vinícola são as práticas de produção sustentáveis e totalmente manuais.

Destacamos que o tour não inclui visita aos vinhedos.

Uma curiosidade: a situação do edifício, encravado em uma rocha, além de auxiliar na manutenção da correta temperatura de cada sala, permitiu que a vinícola suportasse, sem maiores perdas, um terremoto de mais de 8 pontos na escala richter. Segundo o guia, a maioria das vinícolas locais sofreram sérios prejuízos durante esse terremoto.

Dados:

  • Localização: o tour ocorre na Clos Apalta e não no edifício central da Lapostolle;
  • Reserva: necessária e imprescindível;
  • Preço do tour (2017): $22.000 pesos;
  • Restaurante e hospedagem disponíveis e super exclusivos.
Dia #1. Vinícola Montes: o almoço

Vista da vinícola Montes
[Vista da vinícola Montes]
Realizamos o tour na Lapostolle com um simpático casal de brasileiros que, durante cinco dias, visitou incansavelmente as vinícolas da região. Foram eles que, para nossa sorte, nos indicaram almoçar no restaurante Fuegos de Apalta, na vinícola Montes.

O restaurante, com vista para os montes que dão nome à vinícola, está localizado em um lindo e contemporâneo edifício, de estrutura metálica e vidro, rodeado por belos vinhedos.

Restaurante Fuegos de Apalta
[Restaurante Fuegos de Apalta]
Comandado pelo chef Francis Mallmann, o restaurante possui como protagonistas carnes, peixes e vegetais preparados em um tipo de churrasqueira que é destaque na entrada do lugar.

Fuegos de Apalta
[Churrasqueira no Fuegos de Apalta]
Comemos uma massa com recheio de carne de carneiro ao molho de vinho. O prato tinha um sabor bastante peculiar e estava super bem preparado.

Uma daquelas visitas imperdíveis que vale cada peso, como contamos no nosso conceito sobre viajar barato.

Como não havíamos realizado reserva, Sofia foi o nosso coringa: com dó da nossa princesa, o maitre nos colocou em uma mesa interna que estava reservada para um horário posterior.

Ponto para nossa viagem com bebê!

Dados:

  • Localização: vinícola Montes;
  • Reserva: necessária e imprescindível;
  • Preço médio do prato (2017): $18.000 pesos.
Dia #1. viu manent: um café

Café na Viu Manent
[Café na Viu Manent]
Com o objetivo de conhecer e desfrutar de mais lugares durante as nossas viagens, separamos o almoço em partes que vivenciamos em locais diferentes: refeição e café/sobremesa.

Por isso, após a refeição na Montes, partimos para um café com bolo na cafeteria da Viu Manent.

A cafeteria, com vista para os vinhedos e área de cavalos, está em um gracioso edifício antigo.

Há diversas opções de bolos por lá. O que comemos, de chocolate com doce de leite (eles chamam o doce de leite de manjar), estava uma delícia. De comer ajoelhada!

A vinícola Viu Manent ganhou, em 2015, o prêmio Wine Tourism Awards, concedido por uma importante revista britânica como melhor centro enoturístico do mundo. Eles disponibilizam diversos tipos de passeios, até de balão!

DIA #1. Passeio por Santa Cruz

No final da tarde, saímos para um passeio por Santa Cruz, a cidade que nos acolheu.

Como era feriado, não havia praticamente nada aberto. Ao contrário do que imaginamos, a cidade não está muito preparada para receber os turistas e há poucas atrações para visitar.

O que mais gostamos foi do passeio que fizemos pelas instalações do Hotel Santa Cruz Plaza, na praça central.

O restaurante que nos recomendaram, o Casa Colchágua, estava fechado (segunda feira). Por isso, jantamos no acolhedor Etiqueta Negra, onde fomos muito bem recebidos.

Etiqueta negra
[Etiqueta negra]
O prato, uma carne na grelha com acompanhamento de creme de milho, estava delicioso.

Dia #2. Concha y Toro: tour de vinhos

No dia seguinte, pegamos o carro e nos dirigimos à Santiago, o ponto de partida para o nosso próximo destino. Antes, contudo, paramos para um tour na vinícola Concha y Toro. Afinal, é a maior e mais conhecida dentre todas as vinícolas chilenas.

Depois de passar o dia anterior entre vinícolas incríveis e super interessantes, nos decepcionamos muito com o tour da Concha y Toro: turisticão, sem graça e pobre.

Nos arrependemos por não aproveitar o dia na região do Valle del Colchágua.

Destaques

serviços

O trajeto do aeroporto de Santiago à Santa Cruz durou cerca de duas horas e vinte, grande parte pela Ruta 5 Sul. Conseguimos conectar o GPS do celular no aeroporto, com WIFI gratuito, o que tornou o percurso bastante tranquilo.

Todos os carros de Santiago possuem um sistema de pedágio obrigatório para trafegar pela região metropolitana. Por isso, só pagamos o da saída da Ruta 5.

A Ruta 5 é muito boa, com limite de 120km/h na maior parte. E bem sinalizada! Os postos de combustível são um pouco mais raros que no Brasil, mas muito limpos e com ótimos serviços.

Clique aqui para acessar o mapa completo do nosso roteiro por vinícolas chilenas com bebê.

O que deu certo

Amamos a região de Santa Cruz. E voltaríamos com certeza!

Alugar o carro foi um grande acerto. Como eu não bebo, conseguimos fazer todos os trajetos que desejamos, a vontade e sem horário.

O que faríamos diferente

O processo de checkin para retirada do carro, na Sixt, foi muito lento (durou mais de uma hora!). Saímos do aeroporto tarde, depois das 21 horas. Nosso pacotinho estava super cansada, o que tornou o trajeto um pouco complicado, com acessos de choro. Se fizesse de novo, optaria por passar a noite próxima ao aeroporto e pegar estrada somente no dia seguinte.

Por ser baixa temporada, acreditávamos que seria tranquilo acessar os passeios e restaurantes sem reserva. E só reservamos o tour da Lapostolle e o da Concha y Toro. Entretanto, se não fosse pelo feriado, não conseguiríamos almoçar no Fuegos de Apalta. Por isso, eu recomendo montar um roteiro e fazer as reservas obrigatórias e mais concorridas. Para que você não fique com água na boca, :).

E como a cidade não tem grandes atrativos, vale a pena procurar um hotel com melhor custo benefício, independente da localização. Acreditávamos que íamos passear bastante com a princesa pela cidade, no carrinho, mas não valeu a pena.

Ah, e como disse antes, trocaríamos o tour na Concha y Toro por mais tempo em Santa Cruz.

 

PSIU, MEGA IMPORTANTE: ajuda a espalhar esse artigo, seu amigo agradece!

Gostou do post e quer receber mais dicas de viagens baratas e descomplicadas com criança?

Cadastre o seu email e receba facilmente os novos conteúdos do Mariana Por Aí.

FIQUE POR DENTRO
Insira aqui o seu email e receba todas as novidades do Mariana Por Aí!

Mariana Menezes

Arquiteta por vocação, escritora por diversão, viajante apaixonada. Realiza viagens memoráveis com o melhor custo benefício há 11 anos. Quer te ajudar a fazer as viagens dos seus sonhos caberem no seu bolso, sem perrengue. Agora, com um ingrediente especial: nossa bebê!