Vale a pena fazer o enxoval do bebê nos Estados Unidos?

Dólar nas alturas, uma lista enorme para o enxoval do bebê que está a caminho. E, aí, vale a pena fazer o enxoval do bebê nos Estados Unidos?

A resposta para essa pergunta é… depende.

Você quer comprar produtos de marcas americanas? Pode ser que sim.

Você não se importa com marcas? Pode ser que não.

Você já tem viagem marcada pra lá, a trabalho ou a lazer? Provavelmente sim.

Eu viajei para os Estados Unidos, a lazer, quando estava com 28 semanas de gestação.

Vale a pena fazer o enxoval do bebê nos Estados Unidos
[Desfilando o barrigão em Miami Beach]

E, é claro, aproveitei para comprar algumas coisinhas pro pacotinho.

Valeu a pena?

Te conto tudo, em detalhes.

Começando pelo começo dessa história…

Como fui parar em Miami

A gravidez não estava fácil! Sendo bem real e nada romântica.

Foram muitos dias de enjôo, muita sonolência, muito cansaço.

Me sentia estressada, ainda um pouco aflita pela gestação não planejada (como falei aqui) e decidi que umas férias cairiam muito bem, obrigada.

Grávida de pernas pro ar
[Férias!]

Com os recursos um pouco escassos (afinal, um pacotinho estava a caminho), minhas férias precisavam ser o mais barata possível. As milhas, aqui, seriam parte da salvação.

Pesquisando daqui, futricando dali, e, boom, encontrei um voo para Miami que super valia a pena. E saindo de Vitória!

Miami não era minha primeira opção de viagem. Na verdade, estava bem longe na minha lista de lugares must see.

Viajar “de graça” e, de quebra, ainda poder comprar umas coisinhas mais baratas pro pacotinho pesaram bastante. E acabei caindo na tentação de viajar para a cidade das compras.

Um parênteses (Será mesmo Miami a cidade das compras?! Confira a minha impressão no final do artigo!).

Mas, você deve estar pensando, viajar sozinha? Pra fora do país? Com 28 semanas de gestação?

Nessa hora entraram em campo as vovós (minha mãe e minhas tias) e uma amiga da família. Que não quiseram perder a farra e zarparam nessa aventura comigo (e com o pacotinho, claro).

Miami Beach
[O quinteto reunido]

Vale a pena fazer o enxoval do bebê nos Estados Unidos?

Respondendo à pergunta do milhão: vale a pena fazer o enxoval do bebê nos Estados Unidos, com o dólar nas alturas?

No meu caso, valeu.

Como eu disse, fui para Miami a lazer. O voo foi pago com milhas e me custou uma pechincha.

A hospedagem, o carro alugado e a gasolina foram rateados por cinco. Conseguimos, em quase todos os lugares por onde passamos, nos hospedar no mesmo quarto. E a gasolina nos EUA é especialmente barata.

Grávida em Miami Beach
[Eu e o pacotinho em Miami Beach]

Até a viagem, nosso pacotinho estava praticamente pelado. Não havíamos comprado absolutamente nada. Nada mesmo, sério!

Por isso, minha lista de compras estava bastante extensa. Tudo, tudo mesmo, que estava mais barato do que aqui eu comprei por lá.

Além disso, a gente não abria mão de alguns itens bastante carinhos aqui no Brasil: o carrinho, o canguru e a babá eletrônica. Que foram beeeem mais baratos por lá.

Mas, o que fez valer mesmo a pena foi utilizar muitos cupons de desconto. E comprar todas as roupinhas no outlet. Por lá, cada body custou, no máximo, três dólares!

Viajando gestante

Grávida em Key West
[Desfilando o barrigão em Key West

Viajar gestante não foi um bicho de sete cabeças mas, com certeza, foi muito mais cansativo do que o normal.

O inchaço, durante o voo, atingiu as pernas e as mãos! Aproveitei a mamãe, que viajou do meu ladinho, para dar aquela massagem marota nas pernocas, kkkk.

As minhas caminhadas, que costumavam ser intermináveis, foram adequadas ao tamanho do meu cansaço.

E os dois dias que reservei para passear de compras foram intercalados. Entre eles, dois dias de praia e pernas pro ar.

Por que ninguém é de ferro, não é verdade?!

Dicas para acertar no enxoval

#1. Monte uma lista de compras

Um bom planejamento te ajudará a não perder tempo e dinheiro.  A variedade de produtos nas prateleiras é imensa e saber o que quer comprar é fundamental para não ficar perdida no meio de tantas opções.

#2. Faça as contas

Verifique o valor dos produtos da sua lista de compras no Brasil e compare com os valores nos EUA. Vale entrar em sites americanos como Amazon e Target.

#3. Considere tanto o valor quanto o peso da sua mala

Para definir o que realmente vale a pena ser comprado. Dependendo do valor, não vale a pena pagar sobrepeso.

#4. Compre o essencial até o primeiro ano de vida do bebê

Para ajudar a diluir os custos da viagem, o ideal é comprar o necessário para o primeiro ano de vida do bebê.

#5. Tenha cuidado com o deslumbramento

A variedade de produtos é enorme. Foque naquilo que realmente compensa.

#6. Fique de olho nas promoções!

E não se esqueça dos cupons de desconto.

Destaques

Hospedagem

Em Miami Beach, nos hospedamos no simples e bem localizado HI Miami Beach Hostel.

A nossa opção em Key West, super acertada por sinal, foi o incrível NYAH.

Nyah Hotel
[Nyah Hotel]

Em Fort Lauderdale, optamos por um apartamento super charmoso e acolhedor, o Endless Summer Vibe Apartment pelo Airbnb.

Lista de compras

Sou um pouco, digamos, anticonsumista (algumas línguas me chamam de mão de vaca, outras de econômica, kkkk). E pensar no tanto de coisas que diziam que eu precisava ter pra minha pequena me estressava.

Afinal, seriam todas aquelas bugigangas realmente necessárias? E o que eu poderia ter para tentar facilitar esse meu início como mãe de primeira viagem?

Essas perguntas e meus “estudos” sobre a maternidade me levaram a criar alguns critérios para definir o que eu realmente acreditava ser necessário ter.

Com os critérios em mãos, criei uma lista com o valor mais baixo que encontrei do produto (aqui ou em sites dos EUA). Tendo claro, assim, o valor máximo que eu aceitaria pagar por cada produto.

Entendeu?! (Se não, faça um comentário no site, no Facebook ou no Instagram do Mariana Por Aí. Ficarei muito feliz em respondê-las).

A minha lista não deu 100% certo. Faltaram alguns produtos importantes e sobraram alguns que não foram necessários.

De qualquer forma, me ajudou a não comprar alguns itens, caros inclusive, que foram completamente desnecessários.

Quer a nossa lista para consulta? Faça o download aqui.

Em um próximo post os conto como foi (ou está sendo) a minha experiência com cada produto. E o que eu compraria para o enxoval considerando as minhas condições atuais (bebê que nasceu grande e que foi para a creche a partir dos 6 meses).

O que deu certo

Como eu falei, valeu muito a pena por que eu fui passear e aproveitei um voo promocional por milhas.

Hospedagem, carro alugado e gasolina foram rateados por cinco, o que barateou (e muito) os custos finais da viagem em si.

Os cupons de desconto que peguei na internet também ajudaram muito a baratear o custo médio do enxoval.

Planejar os dias de compras intercalados também foi providencial. E eu não teria aguentado mais do que isso, fato!

Ah, não esquecendo da minha “listinha” de compras. Ela foi certeira para limitar as minhas compras e, consequentemente, os meus gastos ao essencial.

O que faria diferente

A única coisa que faria diferente seria visitar pelo menos uma loja física, ainda no Brasil, para ver in loco item por item da minha lista.

Como não estava muito animada com a gestação, a princípio, tive dificuldades para começar a me envolver com a parte do enxoval.

Será mesmo Miami a cidade das compras?!

A minha impressão, ao final da viagem, foi a melhor possível.

Não, Miami não é a cidade das compras (minha opinião). Reduzir Miami a compras seria muito simplório.

Ela é uma cidade de história, de negócios, de praias caribenhas, de badalação.

E guarda lugares próximos incríveis a serem explorados. Que o diga Key West!

Pôr do sol em Key West
[Pôr do sol em Key West]
Para falar a verdade, os outlets nem estão em Miami. E a cidade mais conhecida se chama Miami Beach.

 

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Mariana Menezes

Arquiteta por vocação, escritora por diversão, viajante apaixonada. Realiza viagens memoráveis com o melhor custo benefício há 11 anos. Quer te ajudar a fazer as viagens dos seus sonhos caberem no seu bolso, sem perrengue. Agora, com um ingrediente especial: nossa bebê!