Dicas úteis para viajar com bebê entre amigos sem filhos

 

Você já deixou de ir a um evento imperdível desde que seu pacotinho nasceu? E de viajar com bebê entre amigos sem filhos? 

Eu sou daquelas que acredita que a vida não tem que virar do avesso depois que nos tornamos pais e mães.

Daquelas que realiza ajustes diários para que a vida possa se adaptar, da melhor maneira possível, a presença do meu pacotinho de delícias.

Pacotinho na grama
[Pacotinho na grama]
Como falei no post sobre viajar barato, a preguiça e o método Montessori, nunca acreditei na premissa de que “precisaria” morrer para renascer outra pessoa, agora mãe.

Decidi, desde a gravidez, que queria apresentar para a minha pequena a minha (agora nossa) vida leve e linda, intensa e feliz.

Por isso, com a completa compreensão de que agora o tempo é outro, o dela, estamos sempre colocando-a debaixo do braço (ou melhor, no carrinho ou no canguru, kkkkk) e arregaçando as mangas para aprender, na prática, as belezas e as mazelas de ser mãe no nosso dia a dia, naquilo que amamos fazer.

O que não quer dizer que não deixei de comparecer a eventos que queria muito ir. É claro que a saúde e a segurança da minha pequena estão sempre em primeiro lugar!

Afinal, optei pela amamentação exclusiva, em livre demanda, até os seis meses.

Mas não deixamos de ir a vários. Menos ainda de viajar 🙂

Por isso, no último final de semana de junho nos reunimos com um grupo de 23 amigos, incluindo dois bebês, para mais uma aventura.

Dessa vez, alugamos uma casa para passar o final de semana juntos, comemorando o clima de festa junina.

Nosso Arraiá foi pra lá de bom! 

Por que o melhor da vida é estar entre amigos. E celebrar a vida!

Confere aí como foram nossos dias por lá, incluindo dicas úteis para viajar com bebê entre amigos sem filhos.

Por que ter um bebê na família não significa abrir mão dos amigos.

Viajar com bebê entre amigos sem filhos

O lugar escolhido para a nossa festa junina foi uma casa de aluguel de quatro quartos em Meaípe. O lugar fica a aproximadamente 60 km de Vitória, nossa cidade natal.

Viajar com bebê entre amigos sem filhos
[Viajar com bebê entre amigos sem filhos]
Nos organizamos com antecedência para levar as comidas e bebidas para os dois dias que passaríamos por lá.

saindo de casa

Mesmo pensando em todos os detalhes, sair de casa foi um pouco mais difícil do que imaginávamos.

Como é comum com um bebê, um imprevisto dificultou a nossa partida: a pequena, em período de salto de desenvolvimento, estava desejosa de carinho e não queria sair do colo da mamãe.

Para evitar esquecimentos, começamos separando no sofá todos os itens que queríamos levar.

O que levamos na mala
[O que levamos na mala]
Como a pequena havia acabado de iniciar a introdução alimentar (frutas), e mudar sua rotina poderia prejudicá-la, decidimos levar conosco o cadeirão de alimentação.

Que é um item um tanto quanto grande. E não sabíamos se caberia no carro, rsrsrs.

Por isso, e com bastante paciência, descemos tudo e fomos ajustando pedacinho por pedacinho no carro.

Não foi nada fácil, rsrsrs. Mas coube tudo, tudinho!

No porta malas, carrinho, cadeirão de alimentação, pacotão de fraldas, nossa mochila e compras para o café da manhã de todos da casa.

Ah, e o nebulizador, já que a pequena estava resfriada (de novo!).

No banco da frente, nossos travesseiros, roupa de cama, mochila de mão da pequena e caixa de cerveja.

Aos pés da cadeirinha, a malinha do pacotinho.

Ufa, ainda sobrou espaço para nós :).

Chegando

O percurso, de aproximadamente uma hora, foi tranquilo. Saímos no auge do soninho da pequena e ela chegou lá ainda dormindo.

Conseguimos tirar tudo do carro com tranquilidade, assim como ajudar na organização da casa.

Éramos quatro casais e cinco solteiros, sendo duas meninas.

Com quatro quartos disponíveis, dividimos dois casais por quarto. Além disso, dois quartos abrigaram, cada um, uma das meninas solteiras do grupo. E deu super certo!

Para que os bebês não acordassem um ao outro (e deixassem os papais malucos, rsrsrs), os casais com filhos ficaram separados.

Nós escolhemos ficar em cima, mais distante do barulho. Por que o pacotinho acorda fácil fácil.

Já o outro casal de amigos com bebê preferiu ficar em um quarto embaixo. Para acompanhar as sonecas da pequena, que dorme super bem no barulho.

Dia a dia

O nosso dia a dia foi super tranquilo.

Não faltou bajulação e colo para as pequenas.

O que deixou papai e mamãe livres por tempo suficiente para curtir um pouquinho e ajudar a organizar a casa.

No primeiro dia, os meninos se revezaram na churrasqueira e no freezer para manter as nossas pancinhas bem cheias.

A farra foi boa, com direito a música ao vivo e tudo. Mas o cansaço bateu cedo e fomos pra cama bem antes dos demais.

A noite foi tranquila. O pacotinho dormiu conosco, na cama, que estava encostada na parede. O banho foi no chuveiro, com o papai ou a mamãe.

O segundo dia começou no cadeirão, com um mamão bem gostoso. O pacotinho não estranhou absolutamente nada e comeu super bem.

Introdução alimentar BLW
[Introdução alimentar BLW]
Passamos o dia entre a piscina, o churrasco e a organização da festa junina.

Mesa da festa junina
[Mesa da festa junina]
O nosso arraiá foi incrível, com direito a comidas típicas, jogos e correio do amor.

Primeiro Arraiá GDR
[Primeiro Arraiá GDR]
Recitado ao vivo para todos escutarem e caírem na gargalhada, kkkkk.

Nosso locutor bigodudo
[Nosso locutor bigodudo]
A chuva só nos impediu de dançar quadrilha. E acabamos a festa dentro de casa.

Colocamos a pequena para dormir no horário habitual, no colchão dos tios Lory e Lagis, no chão do quarto. Mas ela acordou rapidinho e foi bem difícil conseguir que dormisse novamente…

O domingo, terceiro dia do nosso passeio, foi de piscina e churrasco. De novo, kkkkk.

Viajar com bebê entre amigos sem filhos
[Café da manhã de domingo]
E muito bate papo, vôlei, rede, grama.

Na rede
[Na rede]
O pacotinho curtiu muito ter a casa inteira, e um enorme jardim gramado, sob os seus pés. Ou melhor, joelhos e mãos, rsrsrs.

Na rede com papai
[Na rede com papai]
Não tivemos nenhum problema com nossos amigos, nem mesmo com aqueles com quem convivemos menos. Sofia curtiu o carinho de todos de montão!

Voltamos pra casa com um super gostinho de quero mais.

No final, viajar com uma criança não é muito diferente de criar uma criança. O instinto de sobrevivência e o bom senso nos ajudam a tomar as decisões certas.

 O que deu certo

A organização dos quartos deu super certo. Nosso quarto tinha um banheiro exclusivo, o que facilitou bastante as trocas e os banhos da pequena.

Não tivemos nenhum problema com os tios Lory e Lagis, que dividiram o quarto conosco. Para ajudar, os horários de dormir foram um pouco diferentes.

Os braços e carinhos dos tios e tias também foram incríveis. Voltamos pra casa com aquele cansaço gostoso, típico, mas super leves.

Ah, no nosso grupo não tinha nenhum fumante. Por isso, não precisamos nos preocupar com essa questão.

O que faríamos diferente

Acredita que no meio da tralha toda que levamos faltou um tapetinho para a pequena se “jogar de cabeça” no chão?

Para nossa sorte, Tia Paulinha tirou um edredom da cartola para que o pacotinho pudesse ficar mais confortável no chão.

O edredom mais o tapete da amiguinha foram sucesso!

Aprendendo a engatinhar
[Carinho entre amigas]
Infelizmente a nossa babá eletrônica somente funciona com WiFi. Por isso, tivemos nos revezar subindo ao quarto para ficar de olho na pequena.

Só não foi mais cansativo por que nossos amigos se revezaram conosco, mas poderia ter sido super tranquilo com uma babá tradicional. Fez falta!

Ah, e o carrinho era completamente dispensável. Afinal, passamos o final de semana inteiro na casa. O tempo que a baby não estava no colo estava no chão.

Um agradecimento aos nossos amigos

Obrigada, amigos, que continuam a nos acolher em suas vidas. Nós não somos mais dois. Agora somos três.

Amigos que compartilham conosco as belezas e as mazelas da maternidade e da paternidade.

Que escolheram serem tios e tias da nossa pequena.

Que nos ajudam a esconder as olheiras, quando necessário. E a burlar o cansaço.

Por vezes estamos, mas a nossa cabeça não está.

Paciência.

Somos os mesmos. Na verdade, somos melhores por que carregamos um pacotinho.

Um pacotinho de delícias, de emoções, de desafios. De amor!

Amamos estar e partilhar com vocês os momentos com a nossa pequena. O seu carinho e atenção nos emociona.

Obrigada, amigos, por seguirem conosco.

 

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Mariana Menezes

Arquiteta por vocação, escritora por diversão, viajante apaixonada. Realiza viagens memoráveis com o melhor custo benefício há 11 anos. Quer te ajudar a fazer as viagens dos seus sonhos caberem no seu bolso, sem perrengue. Agora, com um ingrediente especial: nossa bebê!